Desenvolvido sobre a direção artística de Vítor Nieves, esta edição mantém a fotografia como eixo central do festival, mas expande-se também a outras linguagens contemporâneas, integrando cinema, performance, instalação e vídeo-arte numa programação extensa, que inclui exposições de artistas nacionais e internacionais, prémios, residências artísticas e atividades paralelas no âmbito do serviço educativo.
Pensada sobre o mote “Manifestação de Interesse” - que reflete a intenção de não apenas consolidar o legado do festival, mas de olhar criticamente para o seu percurso - a 35.ª edição do festival propõe três principais eixos curatoriais: Argumentários, Dissidências, e Transições.
Argumentários mergulha na história do festival, que, desde 1987, se tem afirmado como uma referência incontornável na fotografia em Portugal e além-fronteiras. Destaca-se, neste núcleo, a exposição 40 anos de festivais. Uma possível história da fotografia luso-galaica, que revisita três eventos marcantes - Outono Fotográfico, Fotobienal de Vigo e Encontros da Imagem -, sublinhando as colaborações transfronteiriças que moldaram o panorama fotográfico ibérico.
O núcleo Dissidências apresenta uma leitura inclusiva da fotografia, que abrange desde abordagens históricas até práticas emergentes, destacando artistas que desafiam convenções, investigam e instigam novas narrativas, dispositivos e suportes fotográficos. Este núcleo propõe diálogos improváveis entre gerações e práticas distintas, apontando caminhos para uma nova consciência da imagem no mundo contemporâneo. Entre os artistas apresentados, encontram-se Helena Almeida, Inês Moura, Bruno Silva, Eunice Pais, José Crúzio, Vari Caramés, Patrícia Almeida e J.G. Ballard.
Transições, por sua vez, centra-se nas identidades regionais que influenciam e são influenciadas pelo festival, celebrando o Minho - região onde o festival se organiza - e as novas ruralidades emergentes. Destacam-se duas exposições: A emigração portuguesa a salto, com curadoria de Daniel Bastos e fotografias de Gérald Bloncourt, e Toda partida é potência na morte. O regresso, infância que soletra, que reúne cinco artistas em torno da experiência da migração, simultaneamente traumática, resiliente e transformadora.
A programação completa do festival poderá ser consultada aqui.