O programa integra a seleção oficial da secção competitiva, bem como alguns ciclos especiais e programas desenvolvidos em colaboração com festivais, escolas de cinema e outras instituições culturais. A Seleção Oficial reúne obras de realizadores de várias geografias nas categorias de Longas-Metragens, Curtas-Metragens e Novas Narrativas, esta última dedicada ao cinema experimental. Entre os nomes presentes na competição encontram-se David Bim, Jürgen Ellinghaus, Alina Gorlova, Morad Mostafa, Leonor Noivo, Hlynur Pálmason, Jessica Sarah Rinland, Anna-Marija Adomaitytė, Gregor Božič, Sara Fontoura, Randa Maroufi, Inês Nunes, Georges Sifianos, Amir Zargara, Miguel Abad Manning, Canivete, Katharina Pichler, Sergio Ruiz Velasco de Alba e Zhenyu Zhou, entre outros. Os realizadores competem por prémios monetários e uma estatueta concebida pelo cofundador da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Henrique Silva, que marca a identidade do festival.
O Programa Especial, que se desdobra nas secções Arquiteturas, Mutantes, Primeiras Biografias, Espanha — com curadoria do Play-Doc – Festival Internacional de Cinema de Tui — e Anima — com curadoria de Laura Conde —, apresenta obras de diferentes épocas e linguagens, reunindo nomes como Jacques Tati, Yorgos Lanthimos, Lars von Trier, Juraj Herz, Giuseppe Tornatore, Denis Villeneuve, Oliver Laxe e David Cronenberg, entre outros. O programa dá ainda particular destaque aos realizadores Stanley Kubrick e Pedro Costa.
Destaca-se a secção Arquiteturas, que apresenta um ciclo centrado na construção do espaço, no formalismo técnico da construção do cinema e na forma como a arquitetura influencia a narrativa e a relação das personagens com o meio que habitam. A secção Cinema Mutante, dedicada ao cinema transgressivo, propõe sessões abertas de madrugada, com filmes marcados por atmosferas obscuras e abordagens extremas, explorando temas como os não-lugares, as obsessões, os prazeres carnais e a violência. Por sua vez, a secção Primeiras Biografias apresenta trabalhos de estudantes e jovens realizadores, com obras académicas de várias escolas de cinema europeias e internacionais.
A par da programação nas salas de cinema, o festival apresenta ainda uma iniciativa de instalação comunitária, Casa Comum, acompanhada por artistas locais. A Casa Comum reunirá, durante os dias do festival, intervenções realizadas pela comunidade local ao longo do ano e convidará locais e visitantes a participar num painel de gravuras, pinturas e escritos. A iniciativa pretende afirmar o espírito comunitário, convertendo um espaço devoluto da vila num centro que materializa o tema central desta edição e coloca o público no lugar do artista.
A temporada do festival iniciou-se entre 7 e 9 de agosto, com a apresentação da mostra de cinema Territórios Sem Fronteira na XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira. A curadoria aproximou o cinema das práticas artísticas contemporâneas e apresentou obras de vários realizadores e artistas, entre os quais Silvestre Pestana, Mauro Cerqueira, André Sousa, Luciana Fina, Tânia Dinis, Ana Pérez-Quiroga, Vincent Arthur Goudreau, Javier Arturo Martinez, Filipa César e Edileuza Penha de Souza.
O BIOGRAF é uma iniciativa copromovida pelo Município de Vila Nova de Cerveira, pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira e pelo Palco das Artes, com o contributo de parceiros nacionais e internacionais. Mais informações em biograffestival.com.