Já são conhecidos os cinco artistas finalistas do Prémio FLAD de Desenho 2026, iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que volta a distinguir a excelência e a inovação na prática do desenho contemporâneo em Portugal. Catarina Real, Inez Teixeira, Rudi Brito, Eduardo Matos e Tomás Cunha Ferreira foram selecionados para integrar a exposição de finalistas, que estará patente na Drawing Room Lisboa, entre os dias 22 e 25 de outubro, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa. O vencedor do Prémio será anunciado no dia 25 de outubro durante o evento.
A edição deste ano recebeu mais de 100 candidaturas, das quais foram selecionados cinco artistas para apresentar o seu trabalho num dos principais eventos dedicados ao desenho contemporâneo. Para além da oportunidade de integrar a exposição de finalistas, cada artista recebe uma bolsa de produção no valor de 2.000 euros, destinada à preparação dos trabalhos apresentados.
O vencedor do Prémio FLAD de Desenho 2026 será distinguido com um prémio de 20 mil euros, reforçando o compromisso da FLAD com o apoio à criação artística contemporânea e com a valorização de artistas em Portugal. Criado com o objetivo de incentivar a produção artística e dar visibilidade a novos percursos e práticas no campo do desenho, o Prémio tem vindo a afirmar-se como uma referência no panorama das artes visuais nacionais.
A escolha do desenho como disciplina central deste Prémio reflete também a importância que esta linguagem artística assume na Coleção de Arte Contemporânea da FLAD, onde ocupa um lugar de destaque enquanto espaço de experimentação, investigação e proximidade ao gesto criativo. Nas edições anteriores, foram distinguidos artistas como Pedro Tropa, Maria Capelo, Carla Filipe e Rosa Baptista.
Catarina Real, nascida em Barcelos, em 1992, trabalha na intersecção entre a prática artística e a investigação teórica nos campos expandidos do desenho, da escrita e da coreografia. Os seus projetos exploram formas de pensar e construir modos de vida mais coletivos, através de uma abordagem que cruza diferentes áreas de conhecimento e criação.
Inez Teixeira, nascida em 1965, vive e trabalha em Lisboa, onde tem desenvolvido um percurso artístico regularmente apresentado desde a década de 1990. O seu trabalho centra-se na pintura e no desenho, explorando temas como o tempo, a transitoriedade e o vestígio. A natureza surge na sua obra como um espaço privilegiado de experiência, observação e reflexão.
Rudi Brito, licenciado em Artes Plásticas pela ESAD, mudou-se para Glasgow em 2013, onde integrou a cena artística local, regressando posteriormente a Lisboa. O seu trabalho explora o etéreo e o vulnerável através da utilização de materiais que propõem uma aproximação ao desenho para além da sua dimensão técnica tradicional.
Eduardo Matos nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1970, e vive e trabalha em Lisboa. Cresceu na cidade do Porto, onde estudou e iniciou a sua atividade profissional como artista em 1999. É editor do Inland Journal, curador de diversos projetos, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e é membro fundador do Salão Olímpico.
Tomás Cunha Ferreira vive e trabalha em Lisboa. A sua prática artística estabelece relações entre pintura e palavra, desenho e som, explorando zonas de desvio e circulação livre entre diferentes linguagens. O artista toma os conceitos de “quasepintura” e “quasepalavra”, formulados pelo monge e poeta concreto Dom Sylvester Houédard, como referências para pensar diferentes formatos e suportes.
O vencedor do Prémio FLAD de Desenho 2026 será anunciado a 25 de outubro, durante a Drawing Room Lisboa, que decorre entre os dias 22 e 25 de outubro na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa. Mais informações sobre o Prémio e o processo de seleção poderão ser consultadas no website da iniciativa.