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Open Call: Bolsa ‘Transitional Justice with Artists’
DATA
21 Abr 2026
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AUTOR
Umbigo
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A justiça de transição tem sido tradicionalmente entendida por meio de mecanismos jurídicos e institucionais destinados a responder a violações de direitos humanos em contextos pós-conflito ou de repressão. No entanto, no contexto europeu contemporâneo, cujos entrelaçamentos globais são marcados por crises múltiplas e sobrepostas, que vão desde o nacionalismo crescente e o retrocesso democrático até às deslocações induzidas pelo clima e à discriminação sistémica, as limitações dos esforços puramente judiciais são evidentes.
Para colmatar estas lacunas, a AFIELD, a Arts of the Working Class e a Framer Framed lançam o programa de bolsas “Transitional Justice with Artists” (TJA), com candidaturas abertas até 2 de maio. 
Inspirado no conceito de justiça de transição da jurista Ruti Teitel — definido como o conjunto de processos utilizados por uma sociedade para lidar com abusos massivos do passado — o TJA reconhece o papel das comunidades como testemunhas ativas, contribuindo para a documentação de injustiças e para a construção de novas formas de reparação.
O programa destina-se a artistas, profissionais da cultura e membros-chave de iniciativas sediadas na Europa que trabalhem com comunidades afetadas por violações graves de direitos humanos. Valoriza-se a experiência de vítimas e sobreviventes e promovem-se práticas que contribuam para o apuramento da verdade, a preservação da memória, a reparação ambiental, económica ou cultural e a reforma institucional.
Cada bolseiro receberá 10 000 € (9 000 € de financiamento e 1 000 € para despesas de viagem e residência), integrará a rede internacional da AFIELD — composta por mais de 140 artistas — e participará na publicação de um artigo no jornal ‘Arts of the Working Class’, com uma tiragem superior a 70 000 exemplares. A bolsa inclui ainda uma residência na Framer Framed (Amesterdão) e encontros online regulares ao longo dos seis meses. Os seis participantes serão divididos em dois grupos de três bolseiros: o primeiro entre julho e dezembro de 2026 e o segundo entre maio e outubro de 2027.
São elegíveis candidatos com residência legal num Estado-Membro da UE ou num país associado ao programa ‘Europa Criativa’ (incluindo pessoas com estatuto de refugiado ou requerentes de asilo), que integrem iniciativas ativas há pelo menos dois anos e que demonstrem envolvimento direto com uma comunidade específica, bem como disponibilidade para participar em todas as componentes do programa. Não serão consideradas iniciativas puramente comerciais, projetos de investigação académica sem envolvimento comunitário ou iniciativas em fase inicial.
A convocatória está limitada às primeiras 500 candidaturas, sendo recomendada a submissão antecipada. Mais informações podem ser consultadas aqui.
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