Natural do Funchal, Silvestre Pestana (1949-) é poeta, artista plástico e performer. Licenciado em Artes Gráficas e Design pela ESBAP, mestre em Ensino de Arte e Design pela De Montford University, destacou-se desde os anos 1960, pelo pioneirismo no uso de vídeo, instalação e poesia experimental, explorando o cruzamento entre arte, corpo e tecnologia. Regressado a Portugal em 1974 depois de vários anos em exílio político na Suécia, desenvolveu uma gramática visual única que enquadra o corpo humano como parte de um circuito social, ideológico e tecnológico. As ações politizadas, colagens e fotografias dos anos 1970 e 1980 usam o seu corpo para ativar códigos linguísticos e não-linguísticos, tornando a poesia uma prática espacial e coreográfica. Embora com uma vasta carreira, a sua primeira grande exposição antológica decorreu em 2016 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves.