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Os sons são prolongados, sobrepostos ou fragmentados, gerando camadas que se desdobram no espaço. O desenvolvimento da obra articula-se como uma expansão progressiva do espaço sonoro. As ressonâncias da harpa multiplicam-se e projetam-se em diferentes planos, criando um ambiente auditivo amplo e em constante evolução.
O resultado é uma paisagem sonora de caráter contemplativo, onde a combinação de harpa e eletrónica sugere uma transição para um espaço percetivo desconhecido. As transformações do som geram uma sensação de abertura e deslocamento, como se o material inicial se expandisse em direção a um território mais amplo, luminoso e ainda indeterminado.
O título TRANS faz referência às palavras transparência, transcendência, transição ou transformação. Esta peça surge como consequência da obra Revelação, da mesma autora, que contou com a colaboração de Alexandre Soares e que integrou a exposição Manuscritos Sagrados de Santa Cruz de Coimbra, apresentada na Alfândega do Porto, em fevereiro de 2025.
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A rubrica Soundscape tem coordenação de Fernando José Pereira