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Luisa Cunha (1949-2026)
DATA
07 Jul 2026
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AUTOR
Umbigo
“Não cabe nos propósitos de Luisa Cunha tratar o som enquanto dado autónomo, como pode ser a cor, a forma, ou o espaço. Invisível e ao mesmo tempo omnipresente, o som é sempre dinamizador de situações insólitas que deslocam a atenção do espectador da produção artística para a recepção estética.” Miguel Wandschneider (2000), a propósito de Luisa Cunha.
A UMBIGO lamenta a morte de Luisa Cunha, artista com a qual tivemos o privilégio de trabalhar no passado e cujos sussurros, vozes e palavras tivemos o prazer de escutar ao longo da sua carreira.
Profundamente original no panorama artístico português e internacional, Cunha fez do som matéria artística, arquitetónica e política, tornando-se a artista de eleição de muitas instituições e curadores para a arte sonora.
Luisa Cunha venceu o Grande Prémio Fundação EDP Arte de 2021, participou na Bienal de São Paulo de 2021, na Bienal de Sidney de 2004 e, atualmente, na Bienal AnoZero’26, em Coimbra. Em 2022 foi devidamente reconhecida também com o Prémio AICA Portugal, na categoria de Artes Visuais.
A artista deixa agora um vasto legado de obras em muitas coleções públicas e privadas, e a UMBIGO não pode deixar de convidar os leitores a conhecerem a sua obra através da extensa cobertura dos projetos, instalações e exposições agora presente no arquivo da Umbigo.space.
Partilhamos aqui as capas do mês que Luisa Cunha desenvolveu para a antiga Umbigo Online.
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Entrevista a Silvestre Pestana, autor da capa da Umbigo.space
07 Jul 2026
Entrevista a Silvestre Pestana, autor da capa da Umbigo.space
Por Mafalda Teixeira