No decurso do trabalho, foram tidos como referência aspetos relacionados tanto com o conteúdo gráfico (textos e imagens) como com o conteúdo matérico, explorando-se as potencialidades visuais e plásticas do papel, a partir dos exemplares disponibilizados pela Umbigo para este fim.
Na procura de ações como recolher, analisar, reutilizar, converter, reparar, reintegrar, potenciar, acrescentar, repensar, reproduzir e reciclar, foram construídos objetos para o corpo – adornos – em papel e metal. Estes, integram folhas da revista - rasgadas, cortadas, recortadas, dobradas, vincadas, gravadas, furadas, amarrotadas, prensadas, torcidas, molhadas, trituradas, amassadas, coladas, cosidas, rebitadas e queimadas – bem como um elemento cinzelado em Prata e os respetivos mecanismos de ligação/encaixe/fecho, em Cobre e Latão.
Nas suas diferentes dimensões e intenções, estas joias constituem uma manifestação da ideia de que, pela via da (re)criação, estamos, de alguma forma, a regenerar-nos, a regenerar o outro e o mundo e, nesse sentido, o planeta Terra.