Os programas de bolsas da Fundação procuram abordar alguns dos desafios estruturais que contribuem para a precariedade, a vulnerabilidade e a discriminação nas artes, apoiando tanto artistas individuais como organizações que trabalham para criar ecossistemas culturais mais equitativos e inclusivos. Ao contrário de muitos programas de financiamento, a Supporting Act Foundation exige o mínimo de relatórios e supervisão, permitindo aos beneficiários decidir a melhor forma de utilizar os recursos de acordo com as suas próprias prioridades criativas ou organizacionais.
O programa deste ano inclui duas oportunidades de financiamento. O programa Artist Grant atribuirá dez bolsas de 10.000€ a artistas emergentes de grupos sub-representados cujas práticas envolvam processos colaborativos, coletivos ou criativos que incorporem ou beneficiem as suas comunidades. As bolsas visam melhorar as condições de vida dos contemplados e permitir-lhes dedicar mais tempo ao desenvolvimento das suas práticas artísticas. Os candidatos devem ter entre dois e dez anos de experiência profissional e residir na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha ou Reino Unido.
As candidaturas para esta bolsa serão avaliadas por um júri composto por Beth Davies, estratega para artistas e organizações criativas; Emiko Ogawa, diretora do Prix Arts Electronica; Imed Alibi, percussionista, compositor e diretor artístico da Tilal Utique; Irini Papadimitriou, curadora e diretora de exposições; Lorena Pires, cantora de ópera – vencedora do Artist Grant 2025; Rawz, artista multimédia – vencedor do Artist Grant 2025; e Salim Bayri, artista plástico. Mais informações estão disponíveis aqui. Por sua vez, o Impact Grant atribuirá dez bolsas de 50.000 euros a organizações sem fins lucrativos orientadas para as artes que apoiam artistas emergentes de comunidades marginalizadas. Concedidas ao longo de um período de dois anos, estas bolsas destinam-se a apoiar organizações cujos objetivos estejam alinhados com os da Supporting Act Foundation: melhorar as condições de vida dos artistas, permitindo-lhes dedicar mais tempo ao desenvolvimento das suas práticas e aumentar a visibilidade dos seus trabalhos. Para serem elegíveis, as organizações sem fins lucrativos devem ter sido registadas entre 2016 e 2024 e estar sediadas na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha ou Reino Unido; ou ter uma entidade fiscal num desses países.
As candidaturas ao Impact Grant serão avaliadas por Adwoa Amoah, artista, curadora e codiretora da Foundation for Contemporary Art, Ghana; Federico Bomba, diretor artístico da Sineglossa; Maka Chkhaidze, fundadora da InForm – contemplada com o Impact Grant de 2025; Marie McPartlin, diretora da Somerset House Studios; Nicolas Derné, cofundador da Association Zofi – contemplado com o Impact Grant de 2025; Rocío Mateo-Sagasta, diretora de música e cinema da La Casa Encendida; e Tamar Guttmann, fundadora da Cue Collective – contemplada com o Impact Grant de 2025. Mais informações sobre este programa podem ser consultadas aqui. Para além do apoio financeiro, todos os contemplados passam a integrar o Grantee Network Programme da Supporting Act Foundation, uma iniciativa anual que oferece encontros online, workshops e oportunidades de networking. O programa foi concebido para fomentar relações entre os bolseiros e criar uma comunidade na qual artistas e organizações possam trocar conhecimentos, experiências e oportunidades.
As inscrições estão abertas até 1 de outubro. Para mais informações, consulte o site da iniciativa.